85 anos impulsionando grandes projetos

3 min | 13/10/2026 | Matéria

 85 anos impulsionando grandes projetos

Presente em obras que transformaram o Brasil, a Sotreq chega aos 85 anos combinando experiência, suporte técnico e tecnologia em projetos de infraestrutura, mineração, energia, petróleo, gás, entre outros segmentos

“É difícil pensar em um grande projeto de infraestrutura, mineração, óleo e gás ou indústria no Brasil que não tenha contado de alguma forma com a participação da Sotreq. E isso é uma das coisas que eu mais gosto de trabalhar na Sotreq”. Essa fala de Marcelo Orberg, presidente da Sotreq, resume uma história que se entrelaça ao desenvolvimento do país.

Fundada em 1941 como Sociedade de Tratores e Equipamentos Ltda., a empresa iniciou suas atividades com 21 funcionários. Em 1949, inaugurou sua sede definitiva na Avenida Brasil, no Rio de Janeiro (RJ). Nas décadas seguintes, ampliou sua estrutura, incorporou tecnologias, serviços e especialidades e expandiu sua atuação para áreas como construção, indústria, agricultura, mineração, petróleo e gás, operações marítimas, setor florestal e energia.

Hoje, aos 85 anos, a Sotreq reúne mais de 8.5mil colaboradores, mais de 75 filiais e presença em mais de 90% do território nacional. Essa estrutura permite combinar equipamentos, manutenção especializada e suporte técnico para atender a operações de diferentes portes e complexidades, com foco em eficiência, disponibilidade, segurança e confiabilidade.

Mais do que acompanhar esse crescimento em números, a trajetória da Sotreq também pode ser contada pelos grandes projetos dos quais participou. Em diferentes momentos da história do país, essas operações trouxeram novos desafios, ampliaram a experiência da empresa e fortaleceram sua capacidade de atuar em contextos cada vez mais complexos.

Projetos que marcaram a história

Um dos primeiros grandes desafios aconteceu em 1967, com o Projeto Jari, empreendimento agroindustrial instalado em uma área isolada da Amazônia. Manter a frota em funcionamento por lá exigia uma estrutura permanente de apoio, com envio de peças, assistência técnica e a presença prolongada de profissionais na região.

“Foi um projeto muito importante para nós. Era muito grande, com 180 ou 200 máquinas Caterpillar trabalhando”, recorda Carl Orberg, presidente do Conselho de Administração da Sotreq.

A estrutura montada para o Jari fortaleceu a capacidade da Sotreq de atuar longe dos grandes centros. Essa experiência voltou a ser necessária no início da década de 1970, quando a empresa contribuiu para a construção da Transamazônica. Com 4.260 quilômetros, a rodovia federal atravessava áreas de difícil acesso na Região Norte.

Nas décadas seguintes, essa capacidade foi aplicada a outros projetos de integração nacional, como a Ferrovia Norte-Sul, a duplicação da Rodovia Fernão Dias e obras em diferentes trechos da BR-381.

Com o tempo, a atuação também chegou aos grandes empreendimentos urbanos. No Rodoanel Mário Covas, em São Paulo, a Sotreq reuniu locação de máquinas, manutenção, consultoria, gestão de fluidos e gerenciamento do material rodante para apoiar operações que exigiam alta disponibilidade dos equipamentos.

Escala e tecnologia

A experiência acumulada em grandes projetos também impulsionou a expansão da Sotreq nos setores de energia, petróleo e gás. Um exemplo foi a participação, entre 2004 e 2009, na implantação do sistema que ampliou o transporte de gás natural de Urucu até Manaus. Com 670 quilômetros de extensão e capacidade para transportar 4,1 milhões de metros cúbicos de gás por dia, a obra mobilizou cerca de 300 equipamentos e exigiu a instalação de estruturas de manutenção e estoques de peças próximas aos canteiros, em meio à floresta.

No Pará, a empresa também participou das obras das Eclusas do Rio Tocantins, inauguradas em 2010 para vencer um desnível de aproximadamente 75 metros e permitir a navegação no local. A Sotreq esteve presente com 20 equipamentos, além de oferecer suporte técnico e de manutenção.

A escala dos projetos ganhou uma nova dimensão com a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, iniciada em 2011 novamente no Pará. O empreendimento mobilizou cerca de mil máquinas Caterpillar, três postos avançados, uma oficina dedicada, equipes técnicas permanentes e o treinamento de aproximadamente 4mil mecânicos. Com uma área alagada de 478 quilômetros quadrados e 11.233,1 MW de potência instalada, o complexo começou a operar em 2016 e foi oficialmente inaugurado em 2019.

“Belo Monte foi o maior projeto de infraestrutura que tivemos neste período”, lembra Marcelo Orberg. “A gente conseguiu com que o cliente usasse 100% de equipamentos Caterpillar. Vendemos mais de mil máquinas para a obra, que foi muito dura, porque as primeiras máquinas tiveram de ir de balsa e demoraram mais de 10 dias para chegarem lá”.

Em 2014, a atuação da Sotreq participou de um grande projeto segmento marítimo. A empresa forneceu os sistemas de propulsão de seis embarcações AHTS construídas para a Companhia Brasileira de Offshore (CBO), que apoiam as operações de exploração e produção de petróleo no pré-sal. O conjunto incluía quatro motores MaK, duas caixas reversoras e duas linhas de eixo com passo variável da Berg Propulsion. Após a entrega, as embarcações passaram a contar com suporte da Sotreq em manutenção, operação e monitoramento remoto dos ativos.

Novas frentes de atuação

Se em Belo Monte o desafio da Sotreq estava na escala e na logística, na mineração a complexidade passou a envolver também novas tecnologias. Em 2015, a mina de Brucutu, em Minas Gerais, recebeu 13 caminhões autônomos Cat 793F, capazes de transportar 240 toneladas sem operador na cabine. A implantação havia sido planejada dois anos antes e incluiu outras tecnologias, como uma cabine de operação remota de tratores de esteiras.

No início da década de 2020, a experiência em regiões distantes dos grandes centros voltou a ser exigida no projeto Azulão-Jaguatirica II, que utiliza gás natural produzido no Amazonas para gerar energia em Roraima. Implantado durante a pandemia de Covid-19, o empreendimento enfrentou dificuldades de transporte e importação, superadas pela integração entre as áreas técnicas, logísticas e operacionais da Sotreq, incluindo a Soimpex, responsável pela importação dos equipamentos. Essa atuação garantiu a chegada e a instalação dos geradores Cat® CG260-16, trazidos da Alemanha.

“Foi um dos primeiros projetos que a gente fez com esses motores de alta potência a gás”, lembra Marcelo Orberg.

Essas evoluções tecnológicas ganharam ainda mais alcance anos depois. Em dezembro de 2025, Vale, Caterpillar e Sotreq firmaram um acordo para ampliar de 14 para cerca de 90 unidades, até 2028, a frota de caminhões autônomos do Sistema Norte, nas minas de Serra Norte e Serra Sul, em Carajás, no Pará.

Com tecnologias como o Cat® MineStar™ Command, a iniciativa reforçará o monitoramento e o controle digital das operações, reduzirá a exposição de profissionais a áreas de risco e demandará novas competências para a manutenção e a gestão da frota.

Além dos grandes empreendimentos, a Sotreq acumulou experiência em soluções de energia para hospitais, como o Albert Einstein, shoppings, data centers e empreendimentos comerciais. Sua atuação também alcança o agronegócio, com suporte à manutenção das estradas utilizadas no escoamento da safra e apoio à agroindústria.

Ao resumir o papel da Sotreq nesses empreendimentos, Carl Orberg afirma: “A gente trabalhou em projetos dessa magnitude como participa hoje: não fazendo, mas apoiando a confecção da infraestrutura, levando equipamentos, suporte técnico e ajudando o pessoal a operar da melhor maneira possível todos esses equipamentos pesados”.

Sotreq 85 anos

O passo a passo de uma história em movimento

1941 - Em 13 de outubro, a Sotreq foi fundada após firmar contrato com a Caterpillar.

1946 - Inauguração da filial de Belo Horizonte. Nos anos seguintes, a Sotreq instala unidades em Uberlândia, Brasília, Goiânia e Vitória.

1949 - Inauguração da sede da empresa na Avenida Brasil, no Rio de Janeiro.

1969 - Carl Vagn Orberg e Borge Kristian Orberg compram a Sotreq e tornam-se diretores-presidentes.

1982 - A Sotreq entra definitivamente no setor de mineração, com o primeiro caminhão fora de estrada 769 produzido pela Caterpillar na fábrica de Santo Amaro, em São Paulo.

1992 - Carl Alfred Orberg assume a Presidência da Sotreq.

2001 - A Sotreq passa a revender produtos, serviços e sistemas Cat® em São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Amazonas, Acre e Roraima.

2002 - Entrega do Projeto Giga pela equipe de Power Systems durante a crise energética no Brasil.

2005 - Fundação do iSSO, Instituto Social Sotreq, que apoia projetos de educação, capacitação profissional e desenvolvimento socioambiental em todo o país.

2012 - A Sotreq passa a responder pelo atendimento Cat® na região Nordeste, incorporando Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia.

2017 - Lançamento do SotreqLink, ferramenta digital com uma ampla gama de serviços.

2019 - Marcelo Orberg assume a Presidência da Sotreq, que também consolida o sistema de vendas de peças Cat on-line com o portal parts.cat.com.

2020 - A área de Rental & Seminovos conquista importantes certificações de qualidade, e a Sotreq amplia sua atuação em eventos online, com destaque para o Cat Live Festival.

2021 - Aos 80 anos, a Sotreq conquista a certificação Great Place to Work no Rio de Janeiro.

2025 - Anúncio da ampliação da frota autônoma do Sistema Norte, em Carajás, para cerca de 90 caminhões até 2028.

2026 - A Sotreq completa 85 anos de atuação.

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